Porque pintar unha apenas de vermelho quando há tanto por onde escolher?

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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

AS do Natal

Querendo ou não a época natalícia está aí, e de caminho trouxe o frio, a chuva para nós em Portugal e o calor abrasador para as meninas no Brasil :) Nós aqui temos flocos de neve, no Brasil têm bolhinhas na zunhaaaa!! Fala sério, palhaça!! Não poderia deixar de me inscrever nessa troca de Amigo Secreto (AS) do Natal organizado pelo nosso grupo de FB, o maravilhoso E o esmalte da semana é...  








Ainda não vou revelar o nome da menina que eu tirei, uma vez que ainda não chegou lá, estará nesse mesmo momento a atravessar o Atlântico. Já a menina que me tirou, a caixa chegou hoje, e deixou-me tão comovida que não sei se encontro as palavras certas para o definir. Quando cheguei a casa escrevi directo no mural do nosso grupo esta mensagem:

«minha doce AS, 
madruguei na porta dos correios, fui buscar minha caixa maravilhosa na minha caixa postal (apartado) e me dei a manhã... não fiz nada do que deveria fazer e me permiti, hoje ir sentar numa esplanada que eu amoooo, tomar um café e comer uma fatia dourada (ou rabanada) absolutamente deliciosa, e me permitir uma manhã só minha e sua... e deixei o Natal chegar até mim. 
Abri minha caixinha na companhia de um querido amigo que veio tomar café e deixei que ele partilhasse de meu/nosso momento. Ele, de nome Baltasar que nem o rei Mago, chegou na hora certa e chorou comigo de comovido de tanto, mas tanto carinho, em todos os presentinhos embalados e cosidos (sim cosidos) por ordem que fui respeitando... 
(desfocada para verem, mas não lerem)
fui apreciando tudo sem voracidade, mas com muita tranquilidade, ternura, absorvendo cada mensagem, cada trocinho de paz que vc, meu anjo lindo, me trouxe esta manhã. Não me peçam pra revelar quem é a minha doce AS, ainda quero guardar esta emoção toda só aqui dentro de meu e quero responder com palavras que não sei onde ir buscar para igualar o que vc me fez sentir... 
(fiz batota e fui ver a última, a 18)
farei um post com todas (muitas) fotos que fui tirando de cada momento, e com o filminho que o Baltasar fez de mim no 18 que me deixou para além das palavras possíveis de pronunciar... ~

Me enganou direitinho, porque achei ser uma das meninas de quem eu já sou amiga de tão próxima a senti nas mensagens anónimas, foi uma das minhas suspeitas em algo que disse aqui no grupo e eu fiz um.... "hummmmmm!?? será?" mas afastei da mente por não haver essa amizade entre nós, mas já havia sim, porque na busca de me encontrar e de conhecer quem seria sua AS do além-mar, a minha doce AS me encontrou, me mimou a cada comprinha que fez, a cada depositado aqui e ali e já era minha amiga para sempre ao completar todo o amor cosido a lume brando... ou a fita meiga se quisermos... então eu agora entendo uma porção de coisas que me foi dizendo e porque eu estava firmemente convencida que SÓ PODERIA ser uma pessoa que já era minha amiga: porque vc já o era sim Obrigada por me trazer um pedacinho de céu azul à minha vida, ao meu Natal meu amor »



 Ainda não vou revelar, antes quero mostrar todo o amor que me enviou, pode?
Todos os presentes estavam embalados individualmente, e cada saquinho tinha um bilhete, ainda o detalhe de todos eles estarem cosidos com uma fita que começava num coração e terminava noutro, que nem permitiam abrir os pacotinhos fora de ordem.


 A mesa da esplanada que eu estava é prateada, o dia bem cinzentão, então o reflexo alterou algumas das cores dos esmaltes, mas não tem como errar, olho turco é azulão mesmo, não essa cor matizada que aparece aqui...






 Estava gostoso sim, mas poderia ter guardado para agora que escrevo este post, pois tinha na boca o gostinho boooom da fatia dourada, sabem? É sabor a Natal!!! 
Fui abrindo tudo com muita calma, com um sorriso impossível de sair do meu rosto!


 Não podia acreditar ao ler... ontem mesmo eu disse isso pras meninas: apetece-me vermelho na zunhaaaas!! É Natal, gente!!! Quem poderia supor?, imagino a minha doce AS lendo ontem que me apetecia esmaltar de vermelho, pois é o primeiro que vou estrear, viu? Cor alterada, esse é bem malagueta!!!



 Essa foi outra das cores que ficaram erradas na foto, é bem verde esperança perolado (e não esse azul turquesa meio lago que aparece). Minha AS fico tão grata por tudo quanto esse verde esperança EVOlution me trás...  sabe, AS? Aqui se diz que a ESPERANÇA é a última a morrer!!!
 PÁRA TUDO!! ♥ porque aqui eu fiz uma batotinhaaaaa... não aguentei e fui directo na última embalagem, uma caixinha linda e bem fechadinha... Meninas, é a coisa mais fofa do mundo!!! É o meu vidrinho maravilha dos desejos de Natal... tudo quanto eu possa querer pensar em desejar, a minha doce AS botou dentro e ainda juntou uma pitada de estrelas!!!

(ai a qualidade da gravação é péssima!!!)



 Aqui se deu um pequeno milagre: o cúmplice da minha AS sabem quem foi? O próprio S. Pedro... acreditam que o dia estava fechado, as cores dos esmaltes não saiam correctas, lembram? Pois o SOL abriu, lindo maravilhoso, quente!!! Isso só pode ser devido ao brilho que a minha doce AS tem!!!


 Visão de infância?? Nossa!!, como minha AS poderia saber que esta é a minha cor favorita de menina? Ainda me lembro, eu bem chavalinha de ter uma camisola de crochet feita pela minha avó nesse exacto tom de infância!! Era a minha favoritinha!


 Só anos mais tarde me "passei" para a cor azul, a minha favorita, e esse é o meu primeiro esmalte repetido da vida!!! Logo o meu tom de azul preferido, índigo ou o dos jeans!! ehehe Mas essa menina fez magia na minha caixinha inteira??


 A certa altura eu dizia para o meu amigo: "tens noção que cada vez que passar por um vidrinho com um coração na minha colecção, vou estar a lembrar-me deste momento, vou estar a lembrar-me da minha doce AS??? Porque ela estava connosco naquele momento,




 não havia distância absolutamente nenhuma entre nós, a minha doce AS conseguiu a proeza de se enfiar dentro da caixinha e coser-se entra cada alinhavo de ideia fofa que teve para me mimar. Senti o calor do seu abraço, o brilho dos seus olhos grandes,


 e num mesmo momento, mágico e irrepetível estávamos juntas, unidas, numa felicidade de sabermos que nasceu uma amizade pura, verdadeira e linda. Fala sério... passamos o momento do 12 do 12 de 12 às 12 e 12 juntas, 


 e, mesmo de longe, se isto não é o verdadeiro show da vida, será o quê então...?


 E se eu pintasse a vida de uma só cor, eu escolheria esse exacto tom de azul!! E olhem só quem chegou de mansinho nesse preciso momento... conseguem perceber pelo seu brilho pelas fotos seguintes,



 o cúmplice secreto da minha doce AS, o malandro do S. Pedro aqueceu ainda mais meu coração abrindo caminho por entra as nuvens para deixar que o SOL quente me iluminasse, realizando o desejo da minha AS.


 e sim, fiquei com vontade de pular, de dançar e de ir cantarolando a música que passava na estação de rádio que estávamos escutando na esplanada!!


 O SOL cuidou de deixar estas últimas fotos maravilhosas!!! Olhem só a beleza!! Ficou ainda mais mágico este momento perfeito!








 Bem sei que essa é a essência da intenção de fazermos o Amigo Secreto no nosso grupo, e como todas as meninas, ou a grande maioria das meninas que já receberam o seu presente, acham o seu o mais extraordinário de todos!!! Me perdoem as outras por eu achar que a minha AS superou todas as caixinhas... estou que nem filho que acha a sua Mãe a melhor do mundo, quando na verdade é apenas a melhor mãe do mundo para o seu filho... e esse genuíno amor que grassa no nosso grupo, que floresce a cada desafio doidinho ou não que vos propomos... nossa!!!, é tão importante!!!

 Dentro deste vidrinho de esmalte está muito mais do que a minha querida AS colocou e desejou para mim... tenho sérias dúvidas que alguém consiga olhar nesse vidrinho mágico e ter a pequenez de ver que está vazio, com uma meia dúzia de papelinhos e uma mão-cheia de estrelas coloridas... porque o seu conteúdo é uma explosão de felicidade momentânea!!! Cada pedacinho de vida ao se agitar por entre o brilho das estrelinhas coloridas, revela uma palavra que nos eleva - AMAR - PAIXÃO - VIDA - REALIZAR - DANÇAR - CARINHO - ABRAÇO - SORRISO - COLORIDO - GRITAR - SER - AMOR - VERDADE - ESMALTE - CORRER - PAZ - ver qual nos calha pelo caminho, alegra cada momento e o enche de amor, sentimos a emoção que cada palavra contém, sentimos o calor de cada sensação que nos transporta para um mundo que deveríamos estar vivendo. E gente, se isso não é sonhar acordado, então eu não sei o que é!! 



 Não é uma despedida, porque numa Amizade não há longe nem distância, apenas a promessa perene do próximo encontro,





 Se na primeira carta já desfoquei para que não lessem, porque acham que iria permitir que lessem a segunda que é - necessariamente - ainda mais intimista, depois de atravessarmos toda esta experiência única?
Mas vou apenas deixar que leiam uma única frase, e se recordem que eu disse atrás que de todos os detalhes, havia um comum:
 coração vermelho  que está presente em cada momento, em cada vidrinho, em cada bilhete e em cada ponta da fita que coseu todos os presentinhos.

«Cada ♥ que você viu nessa caixinha era um pedaço do meu»


 Testei todas as cores dos meus novos esmaltes e decidi que o terceiro será o primeiro de todos que vou usar. vêem agora como é bem vermelho cor de malagueta? Lindooooooooo!!
É Natal gente!!!


 Obrigada de coração, minha doce Marcela!!  
 Marcela Ciani  

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Desafio Arranjei um 31 #31 Esmaltando para homenagear

Chegámos ao último desafio e afinal não arranjei nenhum 31, mas sim um hobby que me tranquiliza o espírito e me deixa voar a alma nas inúmeras voltas da criatividade. Não acreditei que teria a disciplina de pintar durante 31 semanas uma manicure, quantas vezes adoidada, original ou improvável de me ver, na maioria das vezes o encontro com a Dona Acetona era imediato e sem tempo para 3º grau após a foto necessária para comprovar o feito.
E já agora, aviso:
Este post, ahhh este vou escrever no meu Português de Portugal. 

Nos últimos 23 anos da minha vida posso dizer que orgulhosamente sou mãe de uma pessoa linda: possui um bom coração, tem valores, personalidade e sentido de humor. Ser uma boa pessoa, seria – sem dúvida – o que deveria definir o meu filho Pedro, não o seu autismo. O Pedro existe para além do autismo, foi criança, foi adolescente, é adulto, com um sorriso lindo de viver, o seu peculiar olhar de esguelha com que enfrenta o mundo que o rodeia e com uma percepção da realidade que vai muito para além do esperado ‘numa pessoa como ele’… mas pergunto-me tanta vez se todos os autistas são diferentes, o que se poderia esperar do conceito tolo de uma pessoa como ele???
Se estão a pensar até este momento que a homenagem é para o meu filho, vá lá, meninas... desenganem-se!, tirem essa carinha de ownnn porque parece, mas não é para meu Pedro!!! Acho que o fiz nos desafios #FLORIPA e #FÉRIAS com mais ênfase. 
Aqui e agora, a homenagem vai para uma outra pessoa (que neste momento são duas: explico), para alguém que transporta literalmente outra pessoa consigo. Exactamente, a minha homenagem é a uma mãe grávida. É para a Mel. Tal como a analogia desta foto que o Pedrinho me tirou antes de acabar a mani, a homenagem é para um Pedro que ainda está a ser “acabado” e “retocado” e está prestes a ser mostrado ao mundo. 
A doce Mel (e que me perdoem esta redundância) diz-me frequentemente uma frase que me arrepia, me comove até ao mais profundo do meu âmago e, dei-me conta, por tanto me repetir, este sentir apenas acontece porque nunca me foi dito por outra pessoa em toda a minha vida de mãe. A Mel tem uma menina linda, a Aninha e está agora à espera de um menino, que será um Pedro. 
Brinca de uma forma muito carinhosa por serem os nossos nomes, meu e de meu filho, e vai mais além de tudo e de todos ao afirmar que gostaria que o seu Pedro seja como o meu.
Eu sei que fala do carácter, da personalidade, da pessoa que o meu filho é, e fico tão, mas tão grata por ouvi-la cada uma das vezes que o repete… nunca tive esta conversa com a Mel, vai lê-lo aqui, mas há 23 anos que as grávidas ‘fogem’ de mim, como se o autismo se contagiasse por proximidade, não querem nem partilhar nem saber, e eu melhor que todo o mundo entendo esse medo estático debaixo da pele, entranhado silenciosamente na alma de cada futura mãe, fico triste com cada afastamento de mim, mas até aceito. Fiquei particularmente triste quando uma das minhas amigas mais chegadas (e minha cunhada) desapareceu da minha vida durante as gravidezes. Eu entendi, como entendi!!, no caso, o medo seria bem mais real que com qualquer outra amiga (porque poderia acontecer-lhe visto ser genético), mas a nossa amizade baloiçou e, eu Ana, não tenho culpa de um medo de que tb sou escrava, que também mudou a minha vida. 
A Mel Sanroman está grávida e não tem medo de me dizer: «Eu quero que o meu Pedro seja como o seu.» E comove-me ouvi-la, comove-me escrevê-lo, não tenho nem sei onde encontrar palavras para poder agradecer alguém que não tenha medo e me diga por fim o que não esperava ouvir nunca, que a Mel consiga ver o meu filho para além do autismo!!, logo nos 9 meses de gestação que as hormonas andam loucas, se fica mais vulnerável, susceptivel e tudo o mais… a Mel tem de ter uma paz imensa com ela para poder conseguir ter essa leveza de sentimentos. Eu fico grata para além do razoável, para além do que possa dizer, escrever, chorar ou sentir. Para o teu Pedro, querida Mel, desejo – em primeiro lugar e mais do que tudo – que seja saudável (rijo como um pêro, como diziam os antigos). Filho de uma MÃE de alma tão generosa quanto a tua… a ser verdade que as crianças escolhem as mães que vão ter nesta vida – a ser verdade, porque eu não sei se assim será – então este Pedro soube escolher uma pessoa de bem, para o acolher, mimar, educar e amar. 


E para ti, Mel, desejo toda, mas toda a felicidade que houver nessa vida, daquela com sabor de fruta mordida, daquela que se tem a sorte viver como na belíssima música da Cássia Eller que fala de um amor tranquilo. Desejo-te uma vida muito feliz, minha doce Mel. Obrigada. 

sábado, 27 de outubro de 2012

Desafio Arranjei um 31 #30 Férias

Se eu faço férias com o meu filho? Não, fica complicado não só a mudança de cenários e rotinas para uma cabecinha autista, mas penso mesmo que mais complicado é para quem nos acompanha e que nunca mais o conceito de ‘férias’ será esquecido, o que me leva a ter optado ao longo dos anos a isolar-me com ele nesse período que dizem se quer diferente… e contudo falamos sobre isso e como gostaríamos de viajar juntos, partilhar novas e ousadas experiências, mas compreendo que para ele fica mais fácil navegar na prodigiosa imaginação que grassa nos nossos genes, e, para mim fica uma imensa tristeza de não podermos concretizar cada um desses projectos. 
Recordo-me que uma vez fui severamente repreendida por uma professora do meu filho por levar demasiado a sério o mundo de fantasia e que, ‘ainda para mais, o levava comigo’. Sim, severamente repreendida, mas a senhora não ficou sem resposta, lamentavelmente e como devem calcular, a minha alucinante resposta deve ter ficado a flutuar entre os seus obtusos Tico e Teco que implodiram com tanto estímulo… aparentemente no mundo de pobreza de espírito desse Tico e Teco haveria espaço para que essa implosão se desse sem que nada em redor fosse afectado, dizem que o deserto tem dessas coisas… Sarcasmo à parte, lembro que respondi à tal senhora que, se o mundo de fantasia era meu aliado na luta aguerrida que tinha contra o autismo, se o brincar, mimar/animar e até ‘onomatopeiazar’ cada detalhe da vida do meu filho o fazia desligar-se do seu mundinho e deixar-me chegar até ele, se as armas que usava nessa guerra desleal era puras, sadias apesar de apatetadas, e se ainda por cima, resultavam…!!! – «Ora, minha senhora! Repito mil vezes: E viva a fantasia!» (foi nessa fase da minha resposta que o fumo dos circuitos fundidos do Tico e Teco lhe saíram pelos ouvidos…) 
Este Verão voltámos a falar das férias que queríamos ter feito. E desta vez a fantasia resumiu-se a não termos a capacidade financeira de o concretizarmos, porque a vontade de o fazermos foi bem real, na minha e na cabecinha autistinha do meu filho: Ir ao Brasil, darmos uma volta pelos vários estados e irmos conhecer as nossas meninas, tb conhecidas como ‘as gatas’. 
Como Agosto parece que acabou ainda agora, como o friozinho se instalou e a chuva que recentemente chegou lavou a ideia de ainda Verão, também a ideia de férias veranis começa a ir-se com a invasão prematura das montras com enfeites de Natal. 
Mas se de uma coisa tenho sã consciência é o facto de: Se eu tivesse de pensar num esmalte para levar de férias, seria de caras, um azul, um qualquer… de preferência um tom bem cor de jeans. Claro que levaria na minha necessaire uns quantos vidrinhos, e um kit emergência composto por algodão, palitinho, lixa e removedor… 
mas os eleitos seriam na casa da mesma cor, coordenados com o tom de esmalte dos pés (até porque a pedicure seria obviamente de azul) Para este desafio poderia escolher entre os meus 52696846 azuis… sim quase todos iguais, mas com um afecto específico para cada um, não há quem os chame de bebés e filhinhos? 
Então… o vidrinho eleito é o meu mais recente azul de perdição que promete arredar do favoritinho o meu MIYO cor ‘Pacific’: é um cremoso bem básico, cor ‘Jeans’, da BARBIE que me enviou a doce Lelê pelo meu aniversário, e quanto a mim só tem um defeito – se é Barbie e não é rosa, mas sim azul… cadé o meu Ken ruivo, hein, Lelê!?!? 
E o destino escolhido? Não deu para perceber…? BRASIL!!! E meninas (gatas) nos aguardem, porque o Pedro de uma forma pouco autista e bem pragmática, começou a jogar no euromilhões (loteria) para esta viagem ser efectivada!!!

sábado, 13 de outubro de 2012

Desafio Arranjei um 31 #28 LIVRO (PARTE I)

Para este desafio #28 LIVRO puxem de uma cadeira confortável, liguem o som e peçam emprestado um tempo na vossa vida real, porque eu vou escrever um bocadoooooo. 
Ainda não vou mostrar a minha mani, só o polegar para atiçar vossas lombrigas... sim, vou falar primeiro sobre o livro escolhido - EVO - de uma autora que todas vcs conhecem muito bem =) e a razão de esse ser a parte I deste desafio: Eu lancei um desafio (dentro deste desafio) a todas as meninas que têm este livro e a algumas que estão esperando ter para o ler. Propus a cada uma dessas meninas fazerem EVo e aceitaram com entusiasmo. Tenho curiosidade de ver como interpretariam esmaltisticamente o que a autora escreve neste livro. Essa será a parte II publicarei aqui a mani EVO das meninas.

Melhor do que falar sobre este livro, escolho dois excertos, porque EVO é também um curioso jogo de palavras entre dois narradores - Ele e Anita - que não estão no mesmo tempo, no mesmo lugar e contudo são uno.

Art Of Noise - Moments In Love

Começo pela Anita. Apesar de ser uma personagem 'biografizada', hoje sou uma mulher diferente e principalmente sinto diferente da menina tímida que reconheço nesta foto com 20 anos. Fecho os olhos e no meu imaginário de autora não deixo de a sentir equidistante do meu eu, mas suspensa na voz de timbre meigo, quase de menina, da Sophia Vieira que lhe deu vida numa doce interpretação de um texto gravado para o lançamento do livro, tal como não me liberto das imagens tranquilas das fotos da Bárbara Carvalhal captadas na praia da Nazaré (a que escolhi para capa do livro Evo e outras que publico aqui hoje), que acabo por indubitavelmente as associar à ideia por mim arquitectada da personagem "Anita". E como num blog podemos ir mais além da palavra escrita de um livro, deixo-vos com um dos textos de "Anita", rodeado de sons e imagens que eu escolho para voar liberta de tudo, num todo que por fim se encontra em evo.

ouvir aqui a personagem "Anita" do livro EVO


Ser Feliz.
Desde sempre é o meu desejo, quando fecho os olhos depois de soprar as velas do bolo de aniversário.
Ser Feliz.
Ao passar a meia-noite de final do ano, o momento tolo em que, por um breve segundo, achamos que tudo vai ser perfeito.
Ser Feliz.
Acredito que a Felicidade é constituída apenas por breves momentos.
Se a ambição mais secreta de todas as pessoas é serem verdadeiramente felizes, então cabe a cada um de nós sabermos reconhecer cada uma das oportunidades que nos é dada, aproveitá-la e apreciar intensa e demoradamente.

Podem ser momentos simples, como ver o sol espelhado no mar, sentindo o aroma intenso da maresia a impregnar-nos a alma, com o som das ondas a rebentar nas rochas, e sentados na falésia soprar bolinhas de sabão que o vento leva até à praia.
Passar num jardim com o sistema de rega avariado, não resistir à criança que há em nós, descalçar as sandálias, saltaricar de braços abertos pisando a relva molhada, e ser suavemente aspergida enquanto, por um breve segundo, se avista, por entre a bruma produzida pelo gotejar compassado, a inextinguível sedução do arco-íris...
Pode ser um luxuriante espectáculo de fogo-de-artifício numa quente noite de Verão.
Numa manhã fria de Inverno entre o duche e a correria para sair de casa a horas, ao pendurar, como todos os dias das nossas vidas, a toalha húmida no lavatório, damo-nos conta que os passarinhos estão a cantar e sorrimos com a ideia da Primavera estar prestes a chegar... também de alguém que passa todos os dias por baixo da janela e que assobia tão bem – pena que seja um hábito em desuso, é tão agradável!
O cheirinho a terra molhada durante uma súbita primeira chuvada; pisar as folhas estaladiças caídas no Outono; um soalho acabadinho de encerar; o odor forte da gasolina... claro, esta é a minha visão, a memória dos meus sentidos, as minhas mais queridas recordações.
Sei que muito boa gente odeia o cheiro a gasolina, ou quem em criança teve penosamente de encerar a casa de família de joelhos, não suportará sequer a ideia de um soalho de madeira sem verniz, tal como eu odeio gatos... mas essas são outras histórias.
Estes breves instantes são porventura os mais ternurentos do nosso dia, mas vivemos tão intensamente nesta azáfama desenfreada que nem os apreciamos devidamente. Desaprendemos simplesmente a reservar tempo, o precioso tempo do nosso corrido dia, para um sorriso da alma. Quem não suspirou já por um dia ter tão-somente 24 horas?


Deve ser por eu ainda acreditar no Pai Natal que consigo parar e acompanhar o voo de um bando de andorinhas que, quando volteiam no céu e apanham o Sol no ângulo certo, irradiam um tom prateado no seu voar, parecendo num ápice que se irão transformar em fadas madrinhas.


Agora Ele. Depois da personagem "Anita", vamos falar dele. A personagem sem nome, porque assim o decidi.
Love - Art of Noise
E na realidade parece-me fácil entender o porquê: se na parte do livro 'biografizável' existe alguém que à autora não apeteceu dar-lhe cara, nome e o põe a morar num improvável nenhures, é porque não pretende revelar a identidade da pessoa! Simples. Por isso, no livro, ele é sempre "Ele".
E se na personagem "Anita" eu enquanto autora tive de lidar com meus próprios limites, imaginem como encurtei as balizas para com alguém que não pretendi nunca 'biografizar' ou expôr. Antes brinquei com o esconder a verdadeira identidade. Até na personagem que apareceu no Facebook 'pedi emprestado' um olhar matreiro apenas porque consegui uma foto em que os olhos têm as duas cores necessárias à personagem. . . e ainda assim usei sempre a foto editada para nunca revelar a identidade.
Já para a gravação da voz da personagem quis um timbre quente porém forte, cativante no sonido de um sotaque que me encanta. Obrigada Joe Santos por dares a tua voz à personagem "Ele".

:
ouvir aqui a personagem "Ele" na interpretação de Joe Santos

Segredo meu este, escrito a tinta permanente que subsiste arreigado, cravado debaixo da pele. É de sempre, é como o sinto. Quem o sabe, sempre o soube, acompanha-me na sombra adivinhada do meu silêncio. Eu assim o escolhi – não falar, não pensar, julguei que com o tempo, muito tempo, pararia de o sentir. Pero no. No silêncio cresceu puro e apropriou-se do voo alado da minha imaginação e vive, reinventa-se no campo solitário do meu agir interior.

Esta penosa sensação que me acompanha de ter sempre escolhido um outro caminho das melhores opções para a minha vida, advém de, naquela primeira grande encruzilhada, ter ido embora de Portugal quando deveria ter avançado sem medo ou hesitações no sentido de quem eu queria, quero: Ana. Três simples letras e encerram o meu segredo. Rendido, ajoelho-me sem acção junto da arca e desta vez sinto força para, ao levantar a tampa, a encarar: 
Uma caixa azul de 30 por 40 em que confinei cartas, músicas, gestos, cheiros e emoções, calculei que era o que bastava. Pouso o cigarro no cinzeiro e, ao destapá-la, vem agarrada a vida que queria ter vivido. Segredo há muito adormecido, este meu, deixo escorregar o meu corpo encostado à parede, sentando-me, cruzo as pernas com vagar, pois tenho a caixa aberta no colo, vou tocando em cada momento guardado, acaricio contornos de memórias não esquecidas, acordo e recordo emoções, distanciado e esquecido do cigarro que lentamente se consome.
Segredo este meu, escondido há tanto, mas nunca olvidado. Se a buscasse agora ela… aún se acordaria de mi? Tomo o atado de envelopes na mão e encontro a letra bonita de Anita meio difusa. Aproximo-as do meu rosto, encosto ao nariz e inspiro. Se antes emanavam um perfume acitrinado, agora só me cheiram a papel envelhecido.
Parecerá uma história de amor desenganado no tempo e na vontade igual a tantas outras, mas não. Porque és la mia, un dulce amor, como canta Serrat na canção “Aquellas pequeñas cosas”,

«Uno se cree que las mató el tiempo y la ausencia.
Pero su tren vendió boleto de ida y vuelta.»

Volto a tentar focar-me na letra manuscrita tão minha conhecida. Pestanejo e afasto naturalmente o braço tentando ganhar campo de visão. Por Dios!, penso, é também nestas pequenas coisas que sinto como os anos passaram, começo a já não ver nada sem os óculos de perto! Levanto o olhar e não alcanço onde deixei os óculos. 
Mergulho de novo na caixa. Por baixo das cartas e das cassetes com música, encontro fotos nossas, livros amarelecidos e procuro o manuscrito impresso em folhas A4. O primeiro livro que Anita escreveu – Evo – e nunca quis publicar, guardando-o para um dia mais tarde na sua vida. Mas quando o mais tarde não se torna demais? Porque a vida pode acabar-se num segundo sem ter tempo de preparar quem nos rodeia, sem ter tempo de sequer argumentar, Ah!! eu ainda quero mais um bocadinho para fazer tudo e tanto!
Não disse o que queria nem fiz o que preciso, urge ainda fazê-lo enquanto tenho tempo. Ainda terei tempo? Será o meu bilhete de ida e volta? Pensar que um dia o relógio vai parar deu-me uma premência de querer o tudo antes de a cortina descer, antes do tanto que persisto em alcançar – o todo que eu sei perdido algures no sempre. Quiero volver a leer. Quiero volver a…
Desassombradamente decido que este fim-de-semana vou embrenhar-me no livro! Deixo a caixa aberta no chão e num pulo levanto-me, pouso o manuscrito sobre a manta, e ainda antes de me esticar no sofá, agasalhado com a manta a tapar as pernas para começar a ler,
 espalho algumas das nossas fotos que sei de cor na mesa e vou em busca de uma garrafa de água e dos óculos, por Dios!, mis gafas!, ...mis gafas, nunca me acuerdo donde las he dejado!!!! É que já não consigo ler sem eles…!
Poderia literalmente pincelar o arco-íris na mani que tentaria expressar EVO, mas é tão mais além qque tantas cores, artes e acabamentos servem, contudo nenhum me satisfaz... EVO é por definição a medição de um tempo sem fim, como escolher-lhe uma só cor?, como aprisioná-lo numa fugaz art nail?, se EVO nem fim tem? 
Então decidi fazer uma homenagem a uma amiga, a Simone (Si Mony) que depois de ler sobre o EVO me enviou esse esmalte maravilhoso um meeega glitter em tons de verde e azul o nº13 da Essence "Mrs and Mr Glitter" e quando digo mega-glitter é mesmo muito grande, como podem ver na imagem. Usei de base um esmalte que a Sandra me ofereceu no meu aniversário, SEREIA da IMPALA, e no anelar o meu favoritinho PACIFIC da MIYO. No Polegar, em vez do Topper Efect, desenhei o nome do livro - EVO - usando o Sereia de base e o Pacific na arte.
Se pensarmos em termos de cores, a ideia que mais se destaca será AZUL E VERDE, como já havia escrito no post do desafio anterior #CONVERSAR - em que as cores azul e verde conversam bem juntas - porque são as cores dos olhos de uma personagem do livro. Todo esse "jogo" entre o azul e verde não é de sedução, é de muito amor e será um dos momentos mais comoventes do livro esse pequeno detalhe nos olhos dele. Poderia ter escolhido este momento: «Deve ser por eu ainda acreditar no Pai Natal que consigo parar e acompanhar o voo de um bando de andorinhas que, quando volteiam no céu e apanham o Sol no ângulo certo, irradiam um tom prateado no seu voar, parecendo num ápice que se irão transformar em fadas madrinhas.» mas escolhi a cor dos olhos, com o brilho inequívoco de quem ama de verdade.
Mas esse é um topper que se salienta muitooo precisava algo mais simples que me fizesse sentir em casa... e nada como um favoritinho! Então passei o Pacific e usei o topper no anelar de filha única com "Mrs and Mr Glitter" e essa sim é a minha escolha de mani para EVO e o momento do livro que escolhi, o que sempre escolheria, é o que as personagens percebem o  real significado dos olhos mudarem de cor. Se o povo diz com alguma ligeireza que os olhos são o espelho da alma, estes olhos que mudam de cor quando está feliz (são olhos verdes e um permanece verde e o outro muda para azul), então como não entender, para quem o vê passar a azul que a pessoa está feliz? E o que pode dizer a única pessoa que SEMPRE os viu a verde e azul, que achava que era essa a cor fixa dos olhos, porque nunca estavam verdes na sua presença? Querem melhor forma de poder aferir o amor? O verdadeiro amor? Porque eu não conheço algo tão, tão patente, vibrante e apesar da grandeza, tanta singeleza num simples olhar!!!

... esperem só pela parte II deste desafio LIVRO, eu estou ansiosa de receber as fotos das meninas que estão a fazer EVO!!!
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